O
voto feminino resultou de intensa luta e um longo processo em prol da
participação das mulheres na política brasileira. Desde o século XIX os movimentos sufragistas e
feministas reivindicavam a atuação mais efetiva das mulheres nos cenários
políticos, econômicos e sociais.
Após
intensas lutas, em 1926, surgiu o primeiro
candidato a presidente do Brasil que incluiu em suas propostas e plataforma
eleitoral o voto feminino. A vitória de Washington Luís, animou as militantes
feministas. Segundo alguns historiadores, no dia 03 de novembro de 1930, há 86
anos, o referido Presidente oficializou o inicio do processo de instituição do
direito ao voto da mulher no Brasil. Entretanto, somente após dois anos, no dia
24 de fevereiro de 1932, já no Governo de Getúlio Vargas, que realmente o voto
Feminino foi assegurado pelo Código Eleitoral Provisório (Decreto 21076), com
algumas restrições –só poderiam votar as mulheres solteiras e viúvas acima de
21 anos que tivessem a própria renda e as casadas apenas com autorização dos
maridos-.
Entre os anos de 1932 a 1934, as líderes dos movimentos feministas organizaram
várias campanhas em prol da eliminação das restrições ao voto feminino, sendo
assim, em 1934, Getúlio Vargas atendeu as reivindicações feitas pelas
feministas, constitucionalizando e retirando as restrições mencionadas, todavia
a obrigatoriedade do voto continuava a ser um dever apenas masculino. Somente em
1946, a obrigatoriedade do voto foi estendida às mulheres.
Em
3 de maio de 1933, a médica paulista Carlota Pereira de Queiroz foi a primeira
mulher a votar e ser eleita deputada federal. As primeiras mulheres eleitas
senadoras foram Júnia Marise (PRN-MG) e Marluce Pinto (PTB-RR), em 1990. Em 1994, Roseana Sarney (pelo então PFL) foi
a primeira mulher a ser eleita governadora, no Maranhão. Em 1996, o Congresso
Nacional instituiu o sistema de cotas na Legislação Eleitoral -que obrigava os
partidos a inscreverem, no mínimo, 20% de mulheres nas chapas proporcionais. No
ano seguinte, o sistema foi revisado e o mínimo passou a ser de 30%. Em 2010 um
grande avanço ocorreu quando foi eleita a primeira mulher Presidenta da
República, Dilma Rousseff.
Apesar de um grande avanço do movimento feminista na política, a mulheres ainda são alvos de preconceitos e estão longe de conquistar a isonomia em números de parlamentares eleitas.

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